quarta-feira, janeiro 03, 2007

UMA PRAÇA ADIADA- ESTUDO DE FLUXOS PEDONAIS NA PRAÇA DO DUQUE DE SALDANHA


Se me permitem, aproveito este espaço para divulgar este livro lançado o ano passado, escrito por Hèléne Fretigné, uma jovem francesa que esteve em Portugal a estagiar na ACA-M ao abrigo de um programa de estágios europeus e de aprendizagem da língua. Este livro resultou dos estudos que efectuou e da persistência que sempre manteve para os realizar.

"UMA PRAÇA ADIADA- ESTUDO DE FLUXOS PEDONAIS NA PRAÇA DO DUQUE DE SALDANHA "
Autoria: Hélène Fretigné
Coordenação: Manuel João Ramos
Introdução: Manuel Delgado (Universitat de Barcelona)

A obra destina-se fundamentlmente a urbanistas, cientistas sociais, técnicos de segurança rodoviária e todos os interessados no estudo das relações peões-automobilistas.
Edição: ACA-M
Distribuição: Assírio & Alvim Editores
Trata-se de um estudo inédito e inovador sobre a forma como um espaço público urbano é apropriado e vivido pelos cidadãos que o cruzam.
Beneficiando do distanciamento do seu olhar face à realidade do trânsito em Portugal, a socióloga Hélène Fretigné apresenta-nos a história da transformação, pela autarquia lisboeta, de uma praça acolhedora em inóspito local de passagem, e analisa detalhadamente as tensões, os riscos e os conflitos de uso que opõem peões a automobilistas, ambos reclamando o seu direito a esse território alcatroado.
Este livro divide-se em duas partes:
A primeira parte é uma análise histórica da evolução da praça no contexto do desenvolvimento urbanístico novecentista das Av. Novas, e a polémica da demolição do Monumental, nos anos oitenta, quando a autarquia lisboeta prometeu aos munícipes a “devolução da praça aos peões”.
A segunda parte analisa a situação actual da praça, feita de agressão contínua aos peões nas suas tentativas de a atravessar, confrontados com 3 centros comerciais cortados por uma via rápida, que não oferece aos cidadãos condições de travessia confortável e segura, e muito menos disponibiliza as condições para o usufruto condigno do equipamento urbano que é uma praça central da cidade.
O livro contém um caderno de fotografias, um mapa de ocupação do espaço da praça, diversas plantas e quadros com tempos de atravessamento, velocidades praticadas, etc.

Isabel Goulão

5 Comments:

At 12:32 da manhã, Blogger O Carmo e a Trindade said...

Olá Isabel,
Onde é que posso comprar este livro?
bjs
pp

 
At 12:40 da manhã, Blogger MissPearls said...

Olá Pedro,
Eu devia ter anunciado o livro antes do Natal :)

Contacte a Assirio por mail ou telefone. Não sei se a FNAC o tem à venda. Creio que custa 14 euros (barato, como vê:))

 
At 10:17 da manhã, Blogger Julio A. said...

...do Saldanha para o Parque Mayer... por o qual se realizou uma das maiores "pouca vergonha" na história de Lisboa. O interessante é esta necessidade de promover o Sr. Gehry, quando Lisboa por intermédio de alguns incompetentes, já lhe encheu bem a conta bancária.

...do Blog Fórum Lisboeta....

"A freguesia lisboeta de São José quer abrir um espaço destinado a divulgar o projecto de reabilitação do Parque Mayer e as obras do arquitecto Frank Gehry, anunciou ontem o presidente da Junta, João Gonçalves.
"Pretende-se que a 'Gehry Store' tenha em exposição o projecto para a recuperação do Parque Mayer, maquetas de edifícios da sua autoria e que venda igualmente edições sobre a sua obra", disse à Lusa o o autarca social-democrata, que vai propor a abertura da loja à vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara. "Se tudo correr bem, quero abri-la antes do Verão", afirmou o autarca de São José, freguesia que abrange a zona do Parque Mayer, explicando que o objectivo é que o espaço possa ser visitado por turistas, nomeadamente pelos que ficam hospedados nos hotéis situados na Avenida da Liberdade.
Segundo João Gonçalves, "a 'Gehry Store' faz sentido se for na Avenida da Liberdade", onde a Junta de Freguesia está a procurar negociar o aluguer de um espaço adequado para o efeito. O presidente não afasta, contudo, a hipótese de a loja se localizar dentro do próprio Parque Mayer. O lucro da venda das publicações disponíveis na "Gehry Store" reverterá, parcialmente, para o centro social que a Junta de Freguesia de São José irá inaugurar em 2007, em parceria com a Câmara e a Cruz Vermelha, adiantou João Gonçalves.

"Gehry Story"... seria um nome mais apropriado, e um processo contra os culpados dessa esbanja de dinheiro, bem-vindo.

 
At 10:31 da manhã, Blogger André Bernardes said...

e porque não...'Gehry Gate'?
é expressivo, cosmopolita e sempre pode dizer-se que referíamo-nos ao...portal de acesso (belíssimo, por sinal) do (medonho, acreditem ; ) Parque Mayer!!!!!???

 
At 2:22 da tarde, Blogger Julio A. said...

..."Gehry Gate"......é um excelente nome, e já agora que apareça por ai um "Deep Throat",
pois parece-me que a "Gehry Story", ainda tem muito que contar.

 

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