domingo, dezembro 31, 2006

Pergunta sem prémio

No passado dia 29 de Novembro afixou-se aqui esta imagem, acompanhada de uma explicação que dizia, no essencial, o seguinte:
Apesar de ser um "prédio de arquitecto", este edifício do Campo Grande foi, em tempos, ornamentado com as inevitáveis marquises de alumínio - ficando como se vê na imagem.
Não se conformando com isso, um condómino protestou, e a questão acabou por ir parar a tribunal.
Ao fim de várias sessões, e uma vez provada a clandestinidade da "coisa", o queixoso ganhou a acção (...).
Seguia-se um questionário de resposta múltipla em que se perguntava aos leitores o que achavam que, nesse seguimento, teria acontecido.
Passei por lá anteontem e fotografei "a coisa", pelo que a resposta pode ser vista [aqui].
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C. Medina Ribeiro

Revilhão no Terreiro do Paço

Lisboa recebe o ano 2007 com o Elton John da Chamusca.pp

Civismo - Um novo patamar

Não faltam por aí (em blogues e na imprensa) fotos de ecopontos a transbordar de lixo rodeados de mais lixo ainda. Mas na Av. Guerra Junqueiro passou-se a um novo patamar: há rapaziada que nem se dá ao trabalho de ir deixar o lixo ao pé do ecoponto...
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C. Medina Ribeiro

sábado, dezembro 30, 2006

Os nossos talibanzinhos

É este o aspecto actual da estátua Eça e a Verdade - substituída, no Largo Barão Quintela, por uma cópia em bronze devido aos repetidos vandalismos. Mais quatro imagens podem ser vistas [aqui].

[3 Jan 07]: No seguimento desta denúncia, o «PÚBLICO-Local/Lisboa» dedicou metade da 1ª página de hoje ao assunto. Imagem e texto podem ser vistos [aqui]
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C. Medina Ribeiro

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Somos todos peões (4)


Antes das depedidas do Ano Velho, deixo aqui o prémio Curva Mais Mal Feita de Lisboa 2006.
A quem projectou, construíu e fiscalizou a curva em frente à estação do Metro de Telheiras, os meus parabéns: deve ser difícil fazer pior. Os donos das viaturas que lá têm ficado encaixadas também devem achar o mesmo. E aquela entrada para o parque de estacionamento na curva? Um mimo. (Ah! Não sou Técnica?)
Um desejo para Lisboa em 2007 ? Só um?
Que não morram mais peões, que a sinistralidade rodoviária tenha um fim rápido, que as escolas tenham passadeiras e medidas de segurança, que a cidade seja segura, amigável, que haja tinta e dinheiro para pintar traços contínuos, descontínuos, zebras e passagens para peões, que a curva no final do Eixo Norte-Sul seja finalmente reparada, que os radares façam realmente a diferença, que os deficientes motores possam sair à rua e circular pela cidade, que se possam ver cadeirinhas de bebé, menos agressividade viária, menos violência rodoviária, um efectivo policiamento, pelo fim da impunidade, por um real exercício da cidadania, por um maior empenhamento comunitário. Tantas coisas que podem fazer uma cidade melhor.
Calçada portuguesa? Não, De todo. Não por todo o lado. Só em locais turísticos. Mas falamos disso mais tarde, Conheço os argumentos dos ambientalistas, mas contesto aqueles que hipocritamente louvam as suas virtudes para depois serem cúmplices da sua destruição assentando-lhe quatro vigorosos pneus.
Um excelente Ano Novo para todos com saúde e felicidade.
E uma cidade mais feliz.
Isabel Goulão

Somos todos peões (3)

No parque de uma aldeia perto de Dublin, era um regalo ver crianças a brincar na relva. Não pude deixar de sorrir ao recordar a vizinhança que por cá leva os cães a passear. O desfecho é o que se sabe e a "culpa" não é, naturalmente, dos canitos. Mas quem diz passeios diz jardins, espaços verdes ou qualquer canto onde, impunemente, o português quiser.
Conheço casos mais graves em que os passeios estão apinhados de carros (com um parque livre e gratuito a 20 metros), obrigando os habitantes do prédio a passar por cima da relva. O resultado? Uma agradável surpresa.
Este cartaz estava afixado junto a um jardim onde brincavam crianças com os pais, perto do parque infantil. Por lá, os jardins não são para uso excluivo dos cães. Talvez seja por isso que por cá se vê o clássico cartaz "Não pisar a relva". Digamos que é um cartaz amigo.
Os "dog walkers" que se cruzaram comigo decidamente não eram portugueses.

Isabel Goulão - (Irlanda, Setembro 2006)

Somos todo peões (2)

Esta lamentável cena multiplicou-se por toda a cidade durante o Natal.
A fotografia foi tirada no dia 27 às 10h. Às 20 horas o local apresentava um amontado de lixo três vezes maior, sobretudo papeis.
Os moradores sabiam que não haveria recolha de lixo, mas isso não os impediu de deixar sacos e sacos junto aos ecopontos. Uma carrinha passou a essa hora e recolheu algum lixo mas estava completamente cheia, não tendo chegado para as encomendas.
Alguma sugestão?

Isabel Goulão

Somos todos peões I

Caros leitores do Carmo e da Trindade (excelente nome),


Tenho muito gosto em estar aqui. Há já algum tempo e com bastante frequência que escrevo sobre a cidade e para a cidade: sou "cliente" assídua dos mails da Câmara : municipe@cm-lisboa.pt, por vezes com conhecimento à Polícia Municipal policia.municipal@cm-lisboa.pt e quando é necessário para a PSP gcrpub@psp.pt

Também conheço os procedimentos administrativos, formulários e outros impressos usados para fazer andar ou empatar processos. Já perdi algumas guerras e também já ganhei algumas (poucas). É tudo muito lento, desmotivador e frustrante.

Pertenço à Direcção da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, mas não é nessas funções que escrevo por aqui. Em ambos os lados sinto-me livre. Só sei estar assim.

Levo com seriedade e empenhamento a participação cívica voluntária. Assuntos aqui não faltam. Com liberdade e responsabilidade. Para que o meu pequeno contributo possa melhorar a cidade em que vivemos e torná-la mais segura. Isso sim, é o mais importante.

Começo pelo estacionamento. O Pedro Policarpo já deu aqui algun exemplos no post Foto reportagem no parque de estacionamento das Portas do Sol.

Eu dou como (mau) exemplo o Centro Comercial Colombo. Já por diversas vezes me dirigi por escrito (mantenho o arquivo de tudo o que envio, que recebo e sobre o que ficou sem resposta) e pessoalmente aos agentes da PSP que ali têm um posto.
Da última vez (a semana passada), quando os alertei para aquela impunidade a céu aberto, recebi a resposta de que "estavam condicionados". Não percebi.

Chamei-lhes a atenção para as medidas de segurança: se houver ali um incêndio, como passam os carros dos bombeiros? Espero um dia receber uma resposta que não seja um encolher de ombros.

Não só os acessos ao parque estão cheios de carros (apesar da sinalização e do traço amarelo) mas também os viadutos. Na imagem vê-se mal, mas sempre podem passar por lá a confirmar. (Isabel Goulão)

Votos de Bom Ano para Lisboa



... Melhor, muito melhor do que 2006
(Foto: DN - Natacha Cardoso: Carmona Rodrigues em Setembro do ano passado, em campanha)

Desejo a Lisboa um melhor ano de 2007 do que foi 2006. Não seria sincero se dissesse que acredito nisso. Mas digo que a Cidade bem precisa. É que 2006 foi muitíssimo mau. A maioria que lidera a CML arrancou na campanha, em Setembro de 2005, com uma promessa central: concretizar 309 medidas em 180 dias. Tudo ficou muito, mas mesmo muito aquém, como se sabe, e são muitas as nebulosas que foram cerrando de nevoeiro a nossa visão do futuro…

De todas as promessas, trago-lhe aqui a reabilitação urbana, que todos os jornalistas da campanha foram unânimes: era a principal promessa. Recordo um artigo de Francisco Almeida leite, no «DN», recordando a questão do repovoamento de Lisboa com casais jovens. E, finalmente, a visão de hoje por parte de dois insuspeitos: Diana Ralha, hoje mesmo, no «Público», sobre a reabilitação urbana, e Pedro Almeida Vieira, no seu blog, sobre o repovoamento.
Nada mais claro. Dois mais dois = quatro.

1
Francisco Almeida Leite, Diário de Notícias (28.Set.2005)

«Carmona tem 309 medidas na manga / O candidato do PSD impõe compromisso e diz querer prestar contas em seis meses / (…) Cinco mil fogos para jovens. É na reabilitação e no regresso de pessoas a Lisboa que se dão algumas das apostas mais arriscadas para Carmona realizar em apenas seis meses. Para já, assume a vontade de "iniciar os procedimentos e montar o modelo de financiamento para construção de cinco mil fogos para arrendamento destinados a jovens e jovens casais a custos controlados"»

2
Diana Ralha, Público, 29.Dez.2006

Hoje mesmo, noutro blog escrevi e transcrevi: «Lisboa / E a tal reabilitação? (…) Diana Ralha, Público de hoje: «Não se sabe se em 2007 a autarquia de Lisboa continuará a dizer que o paradigma imobiliário da cidade mudou e que a reabilitação do edificado é uma das prioridades da capital e deste Executivo. Em 2006, pelo menos, esse paradigma não chegou às avenidas novas de Lisboa».

3
Pedro Almeida Vieira, no ‘Estrago da Nação’, 28.Nov.2006

Transcrevo, apenas: «Entre 2001 e finais de 2005, Lisboa perdeu mais cerca de 45 mil habitantes, a um ritmo de cerca de 10 mil por ano. (… Hoje, a CML define) como «desígnio fundamental» a recuperação demográfica da cidade (… :) aponta-se para 750 mil habitantes em 2013! Começo a fartar-me de desvarios (…). Isso significaria um acréscimo de 230 mil habitantes (… :) um acréscimo de mais de 30 mil habitantes por ano (… mas) o saldo natural em Lisboa é, desde 1980, negativo e actualmente da ordem dos (menos) dois mil habitantes (por ano). Ora, não sei se a autarquia sabe muito bem como vai conseguir este milagre. (…) tenho a certeza que eles também não sabem e vivem num mundo imaginário.»

Para esta vastíssima equipa do blog, que agora começará a rolar sobre rodas, e para todos os que nos lêem: BOM ANO. Mesmo bom!

José Carlos Mendes

Resultados da Sondagem

Quantas Freguesias tem Lisboa?

A Sondagem foi lançada no início do mês, e ficou prometida a publicação dos resultados para o final do mês. O prometido é devido!

Eis os resultados:

Resposta__________%___ Nº de votos

Não sei! _________4% ___ 3
24 ______________4% ___-3
37 ______________5% ___ 4
53 ______________73%___54
71 ______________1% ___1
Quero lá saber! ___12%___9

74 votos no total



Resposta correcta:
Lisboa tem 53 Freguesias.

As Sondagens valem o que valem!
Redundância? É.
Mas, têm apenas e somente um valor simbólico!

O que significam os resultados?
Análise pessoal:

- À partida, e com uma percentagem de 73% - uma largíssima maioria, encontra-se a resposta correcta.
Será de considerar que todos aqueles que elegeram esta resposta sabiam concretamente e por conhecimento próprio que Lisboa tem 53 Freguesias?
Tal não é líquido para mim!
Podem muito bem terem feito uma pesquisa na altura em que votaram!
Pode ainda resultar que a maioria daqueles que votaram na resposta correcta, são aqueles que mais próximos estão do universo lisboeta! Como é o caso dos colunistas deste Blog :)

- Já a 2ª resposta mais votada, é deveras interessante, com 12% temos o:
Quero lá saber!
Ora bem! Porque será o alheamento? Ou será, ao invés, o descaso puro e simples?
Um misto, uma situação híbrida. Viver Lisboa sem fronteiras ou barreiras, pode ser uma resposta!!

Obrigada a todos quantos participaram na votação!

MP

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quinta-feira, dezembro 28, 2006

O presidente da junta não está no ciberespaço

Um interessante estudo levado a cabo pela Universidade do Minho (UM), cujos resultados foram hoje publicados pelo Diário de Notícias, apontam para que:

«De acordo com esta avaliação, apenas 280 juntas de freguesia, num universo de 4251, tinham, em 2004, página na Internet. Ou seja, 6,6%. Mais do que os 5,1% registados em 2002, mas ainda assim um número baixo. "A presença na Internet das juntas de freguesia portuguesas ainda dá os primeiros passos e estas têm um longo caminho a percorrer nos próximos anos", assinalam os autores Leonel Santos e Luís Amaral, do Gávea - Laboratório de Estudo e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, da UM.»

O Prof. «José Manuel Moreira, professor da Universidade da Aveiro, com trabalhos na área da administração electrónica e cidadania digital. A adesão das juntas à era da Rede é tanto mais importante, salienta, "quando o poder descentralizado contribuiu para uma melhor democracia". Este meio pode "fomentar a abertura à participação e a iniciativa de todos, também a nível social". Mas, afirma, numa referência à fraca presença na Internet das juntas de freguesia, "quando os próprios governos acentuam a importância da sociedade de informação, seria de esperar que a realidade acompanhasse o que se anuncia".»

Não posso deixar de estar mais de acordo com o Prof. José Manuel Moreira:

Trata-se de uma forma de aproximar o poder ao cidadão, e o poder está, ou faria todo o sentido que assim fosse, mais próximo do cidadão ao nível do Poder Local.

Esperemos que seja uma tendência em franco declínio: a info-exclusão autárquica!

MP

Contribuição autárquica!

Ao naipe de marcas automóveis apresentadas por Jorge Ferreira, acrescentaria o modelo a seguir:

devidamente embrulhado, daria uma excelente prenda de Natal para o Presidente da CML!

MP

PRENDA DE NATAL PARA O SR. PRESIDENTE DA CAMARA

Para não dizerem que eu só critico sem apresentar contribuições positivas para resolver os problemas da CML, aqui fica a minha prenda de Natal para o Sr. Eng. Carmona Rodrigues. A lista completa de representantes legais de marcas de automóveis em Portugal, incluindo os respectivos endereços electrónicos. Para quê? Para alugar as iluminações das avenidas de Lisboa a todas. Assim, combaterá o escandaloso défice da CML. Apenas algumas sugestões. As ruas de Alfama podiam ficar para o Smart, que é mais maneirinho. Em contrapartida, os restantes modelos da Mercedes pois ficavam a matar nas avenidas que vão dar ao Parque das Nações. A Av. da República ficava muito bem entregue à Volvo ou coisa assim. A Av. de Roma é mais estilo Audi. O Areeiro ficava muito bem entregue à Toyota. As ruas do Restelo até Belém seriam adjudicadas em pacote à Rolls Royce, com excepção da Praça do Império, onde um Porsche ficava a matar, mesmo ao lado da Fonte Luminosa e com umas raparigas em biquini iluminadas pela própria Fonte. Quem tiver mais ideias que apresente.

ALFA ROMEO - FIAT - LANCIA Fiat Auto Portuguesa, SAAvª José Gomes Ferreira, 15Edifício Atlas IV - Miraflores1495-139 Algés 214 125 400 214 125 500 http://www.fiat.pt/
APRILIA - VOR - BOMBARDIER - MOTO GUZZIMilfa, Importação Exportação, SAAvª da República, 6924450-445 Matosinhos 229 382 450 229 371 305 milfa@milfa.pt http://www.milfa.pt/
AUDI - BENTLEY - LAMBORGHINI - SKODA - VWSIVA-Soc. Imp. de Veíc. Aut., SALugar do Arneiro - Quinta da MinaCasal S. Pedro - V.N. RainhaApartado 92050-205 Azambuja 263 407 000 263 407 099 apoio.clientes@siva.pt http://www.sivaonline.pt/
BMW - MINI BMW Portugal, LdªLagoas Park - edifício 11 - 2º Piso2740-274 Porto Salvo 214 873 000 214 873 005 geral@bmw.pt http://www.bmw.pt/
CITRÖENAutomóveis Citröen SARua Vasco da Gama, 20Apartado 5052686-601 Portela LRS 219 497 700 213 497 894 webmaster@citroen.pt http://www.citroen.pt/
CHEVROLETChevrolet Portugal, LdªQuinta da Fonte - Edifício Fernão Magalhães, R/CPorto Salvo2780-666 Paço de Arcos 214 407 500 214 407 565 http://www.chevrolet.pt/
CHRYSLER - DODGE - JEEP - ISUZU - KIA CHRY Portugal, SAQuinta da Fonte - Edifício D. AméliaRua Vitor Câmara, 2 - 1º A 2770-229 Paço de Arcos 213 239 100 213 239 199 geral@chry-portugal.pt http://www.chrysler.pt/
DAFEVICAR-Com. de Camiões, SAAvª Severiano Falcão, 102685-378 Prior Velho 219 429 200 219 429 201 geral@evicar.pt http://www.evicar.pt/
DAIHATSUSociedade Electro Mec. de Aut., SARua Nova de S.Mamede, 7-2º Drtº1269-126 Lisboa 214 481 400 214 481 482
FERRARIVIAUTO Automóveis Acessórios, Ldª Avª da Republica - Edifício Santogal2645-264 Alcabideche 214 609 191 214 609 199 http://www.viauto.pt/
FORDFord Lusitana, SARua Rosa Araújo, 2 - 2º1250-125 Lisboa 213 122 300 213 122 481 http://www.ford.pt/
HONDAHonda Portugal, SAAbrunheira2714-506 Sintra 219 155 300 219 258 887 mailto:honda.automoveis@honda.eu.com http://www.honda.pt/
HYUNDAIEntreposto V.H. Imp. de Aut. SA Avª Dr Francisco Luís Gomes, 1 - 4º1801-180 Lisboa 218 548 300 218 520 615 http://www.entrepostovh.pt/
ISUZUImotors-Importação e Comércio Automóvel, LdªQuinta da Fonte - Edifício D. AméliaRua Victor Câmara, 2 - 1º A2770-229 Paço de Arcos 210 344 600 210 344 699 geral@isuzu.pt
IVECOIveco Portugal-Com. de Veíc Ind., SAQuinta das Areias - Várzea2601-504 Castanheira do Ribatejo 263 200 300 263 276 620 http://www.iveco.com/
KAWASAKI - MotociclosKawa Motors-Veículos Motorizados, SAEstrada Manuel Correia LopesParque Empresarial Progresso - Armazém 12785-126 S. Domingos de Rana 214 481 540 214 481 541 kawamotors@kawasaki.pt http://www.kawasaki.ae.pt/
KIAMCK Importação e Comércio Automóvel, LdªAvª da Liberdade, 190 5º A1250-147 Lisboa 210 344 400 210 344 499 geral@kia.pt http://www.kia.pt/
KTM - SYM/SANYANG, STANDARD MOTOR CORP. - ZONGSHEN - LINHAI Sociedade Comercial do Vouga, LdªApartado 7Rua Cabedo e Lencastre 3750-375 Águeda 234 601 500 234 601 159 scvouga@scvouga.pt http://www.scvouga.pt/
LAND ROVER - JAGUARJaguar Land Rover Portugal - Veículos Peças, LdªAvª 25 de Abril, Lote 120 - Massamá 2745-864 Queluz 214 309 700 214 309 794 lrpgeral@landrover.com http://www.landrover.com/ http://www.jaguar.com/
MANMAN Veículos Industriais (Portugal), LdªAlameda Fernão Lopes, 16 Piso 91495-136 Algés 214 200 320 214 200 329 man-direccao@man.pt http://www.man.pt/
MAZDAMazda-Motor de Portugal LdªRua Rosa Araújo, 2 - 1º1250-195 Lisboa 213 512 770 213 512 771 http://www.mazda.pt/
MERCEDES - SMARTMercedes-Benz Portugal Com. de Aut., SAApartado 1 - Abrunheira2726-272 Mem Martins 219 257 000 219 257 010 mailto:info@mbp.mercedes-bens.com http://www.mercedes-benz.pt/
MITSUBISHIMitsubishi Motors de Portugal, SA Rua Dr José Espírito Santo, 38 1900-672 Lisboa 218 312 100 218 312 232 mmpgeral@mitsubishi.pt http://www.mitsubishi.pt/
OPEL - PONTIACGeneral Motors Portugal, Ldª Quinta da Fonte - Edifício Fernão Magalhães, 2ºPorto Salvo2770-190 Paço de Arcos 214 407 500 214 407 565 informacoes.opel.portugal@pt.gm.com http://www.opel.pt/
PEUGEOTPeugeot Portugal-Automóveis SA Rua Quinta do Paizinho, 52795-650 Carnaxide 214 166 500 214 176 257 http://www.peugeot.pt/
PIAGGIOPiaggio Portugal-Com. Veíc., Ldª Campo Grande, 35-9º D1700-170 Lisboa 210 202 900 210 303 920 info.piaggio.pt@mail.telepac.pt http://www.piaggio.com/
POLARISMasac Comércio e Imp de Veículos, SARua Senhora de VagosApartado 12 3064-909 Cantanhede 231 410 750 231 410 751 masac@masac.pt http://www.masac.pt/
PORSCHE Porsche Ibérica SACentro Empresarial Torres de LisboaRua Tomás da Fonseca, Torre G, 1º1600-209 Lisboa 217 230 600 217 230 675 http://www.porsche.com/che.com
RENAULT - NISSAN Renault Nissan Portugal, SALagoas Park - Edifício 42740-267 Porto Salvo 218 361 000 218 361 260 http://www.renault.com/.com
ROVER - MGMG ROVER Portugal-Veí. e Peças, LdªLagoas Park - Edifício 8 2740-244 Porto Salvo 219 406 000 219 406 098 http://www.mg-rover.com/
SAAB - SUZUKI Cimpomóvel Veículos Ligeiros, SAEdifício CimpomóvelEstrada Nacional 10 - Km 112695-370 Santa Iria de Azoia 219 569 300 219 563 804 saab@cvl.pt http://www.saab.pt/
SCANIACimpomóvel Veículos Pesados, SAEdifício CimpomóvelEstrada Nacional 10 - Km 112695-269 Santa Iria de Azoia 219 569 300 219 596 238 scania@cvp.pt http://www.scania.pt/
SEATSEAT Portugal Unipessoal, LdªEdifício Expo 98 - Avª D. João II, Lote 1.07.2.1 R/C Ala A1998-114 Lisboa 218 918 900 218 918 940 seat@seatportugal.pt http://www.seat.pt/
SSANGYONG - BERTONESociedade Hispânica de Automóveis, SAEstrada Nacional 249/4 ao km 5,9Trajouce2785-034 São Domingos de Rana 214 481 418 214 481 482
SUBARU Entreposto Com. Veíc. e Máq., SAPraça José Queiroz, 11801-802 Lisboa 218 548 100 218 548 050 entrepostocomercial@entrepostovh.pt http://www.entreposto-sgps.pt/
SUZUKIVeículos Casal, LdªEstrada de Taboeira - Apartado 30723801-380 Aveiro 234 300 760 234 300 761 geral@veiculoscasal.pt
TATALusilectra Veículos e Equip., SARua Engº Ferreira Dias, 747-7934100-247 Porto 226 198 750 226 174 746 lusilectra@lusilectra.pt http://www.lusilectra.pt/
TOYOTA - LEXUS Salvador Caetano, I.M.V.T., SAAvª Vasco da Gama, 1410Oliveira do Douro4431-956 Vila Nova de Gaia 227 867 000 227 867 299 comunicacao@salvadorcaetano.pt http://www.salvadorcaetano.pt/
VOLVOAuto-Sueco, LdªRua Conde da Covilhã, 16374100-189 Porto 226 150 300 226 150 437 infor@auto-sueco.pt www.auto-sueco.pt .
Desta forma, nem há défice que resista, nem nenhuma marca se poderá queixar de concorrência desleal com a Volkswagen, que forrou o vasilhame da Av. da Liberdade, com as mesmas cores das bolas que a CML pôs nas árvores.
Jorge Ferreira

A história repete-se. Governo de Lisboa não tem nada a dizer?

Peugeot abandona Mangualde?
Vêm aí mais de 6 mil novos desempregados?

O jornal assim mo diz… Mas esta história parece-me muito mal contada.
Então a Peugeot vai embora só porque precisa mais terreno? Alguém é tão estúpido que acredita nisso? Algo mais se passa!

Se

1

o fecho da fábrica da Peugeot em Mangualde pode ameaçar «6.400 empregos», como leio no «Sol» on line,

se
2
o que está em causa fosse «apenas» o alargamento, a «ampliação dos terrenos da fábrica» para produzir um novo modelo de veículo daquela marca

e se
3
o que está em cima da mesa fosse «apenas» «a expropriação de terrenos vizinhos» - o que é que impediria isso?

Ná. Algo mais se passa. Não me convencem com esta.
Por mim, ofereçam lá os terrenos à Peugeot. Será só mais um caso - e será por uma boa causa. Mangualde até é na Beira, a minha «terra» natal... Ofereçam lá os terrenos aos franceses, senhores.
Mas acho que nem assim.

Pelo pescoço...
Assim funcionam as grandíssimas empresas: têm-nos agarrados pelo pescoço e mesmo assim, como sabem que estamos agarrados, ameaçam e vão mesmo embora. É ver a Opel. Tal é a lei na Europa solidária e social. Pois, então?!
O jornal ainda acrescenta: «A Câmara Municipal de Mangualde está a pensar numa solução para o problema mas, segundo avança o Diário Económico e o Diário de Notícias, a empresa francesa pode, até 15 de Janeiro, tomar a decisão de abandonar Portugal».


E o Governo, nada?

Que bela forma de começar o «ano melhor» que Sócrates anda a promover nas televisões. E o seu Governo não tem nada para nos dizer nesta matéria?
Quanto aos donos da Peugeot, querem lá eles saber de Mangualde ou do nosso País: eles querem saber é do deles, como todos os outros! Se não formos nós a resolver os nossos problemas, quem poderá ser? Bajular estas entidades pode parecer que dá resultado. Mas só por um tempo. Depois, vem aí a verdade, verdadinha. Lamentável mas real, meu caro Watson.

José Carlos Mendes

Intolerância de Ponto

Antigamente os chefes nos serviços públicos eram criaturas desagradáveis. Falavam em horários, em cumprimento de regras, reagiam mal aos atestados.
Agora já não: chefes desses só no sector privado.
Os outros fazem parte da união sagrada de todos contra o “estado”, esse malandro que nos explora e oprime. Embora os mais activos nessa luta sejam precisamente aqueles que, em princípio, seriam “o estado”. Um ser tão vago e desencarnado que não é ninguém e que por isso deve merecer o nosso infinito e universal desprezo.
Mas já que o “o estado” não merece nada, ao menos que seja tolerante: sob a forma específica das “tolerâncias de ponto” (bela expressão!) ou doutras.
Até que a Câmara Municipal do Porto vem dizer que não é exactamente assim: em vez da tolerância de ponto, a intolerância de ponto.
O regresso dos tais chefes desagradáveis que queriam à viva força que se trabalhasse? Um desaforo.

J.L. Saldanha Sanches

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Sindicância ao Urbanismo da CML

Oxalá seja rápida e independente

1
Presunção de inocência
Na CML decorre (?) uma sindicância as serviços de Urbanismo. No comunicado que a refere (que não é só de Carmona Rodrigues mas também da sua vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara) afirma-se a «convicção» dos dois políticos de que os serviços da CML «pautam sempre a sua actuação pelo cumprimento da Lei». Não se sabe se se trata tão só de uma simpática declaração diplomática, se de uma normal declaração de princípio («Todos são inocentes até trânsito em julgado de sentença em contrário») ou se se trata de uma declaração prévia de inocência – esta última, penso que não. E, honestamente, inclino-me mais para a primeira hipótese: declaração diplomática.

2
Suspeição
Os dois políticos reconhecem que se verifica aquele tradicional aforismo popular do «onde há fumo há fogo», o que hoje afecta a própria CML, quando afirmam, designadamente, que há um «actual ambiente de suspeição».

3
Sindicância
Parece que este mecanismo de investigação se destina a apurar «irregularidades no serviço» e «autoria ou a existência de irregularidade praticada no serviço público».
Recordo que o caso similar mais mediático recente se verificou entre 2003 e 2005 na Câmara do Porto. Foram investigados os serviços de Urbanismo da capital do Norte e no final, há pouco mais de um ano atrás, o procurador que conduziu a sindicância deduziu cinco processos disciplinares e dois processos-crime.
O que se espera é que em Lisboa a investigação demore muito menos tempo, mas que possa ser também independente.

4
Apurar o quê?
Neste caso da Câmara de Lisboa, o que está determinado, aparentemente, é que sejam apuradas e avaliadas questões bem gerais: «a transparência, a isenção e legalidade dos procedimentos em sede de licenciamento urbanístico».

5
Casos recentes
Mas o mesmo documento vai um pouco mais além: parece determinar especificamente algo bem concreto: «os procedimentos e actuações que recentemente foram questionados». Ou seja: o que se relaciona com o caso do loteamento de Marvila, de que falei aqui há umas semanas e também e também aí em baixo há uns dias.

6
Mas há muito mais a investigar
Há quem pense, no entanto, que isto já é algo mas que é curto, porque muitos outros casos haveria que aclarar, mesmo só no Urbanismo. De repente, que me lembre sem recorrer a registos, cito o caso da Infante santo e o do edifício construído em Alcântara no local onde era o Pingo Doce, mas também o caso do loteamento da Boavista e o do Vale de Santo António. E ainda toda aquela cena das trocas e baldrocas que meteram Parque Mayer e os terrenos que eram municipais em Entrecampos, onde estava a Feira Popular – que nunca mais ressuscita na Cidade de Lisboa… falo destes casos e de outros noutro blog, aqui. Há de facto uma «Lista (não de Schindler mas) de Lisboa». E bem grande.

José Carlos Mendes

terça-feira, dezembro 26, 2006

Curiosidades lusitanas

EM ALGUNS CASOS, o estacionamento selvagem até pode ser tolerado - quando não incomodar nem prejudicar ninguém. Mas atente-se nestas imagens:

I - Na de cima, o passeio da esquerda foi reduzido - chegando a ter, apenas, 20 cm de largura.
Não contentes com isso, os carros ocupam o resto. Quanto aos peões...
II - Na do meio, podem ver-se duas imagens separadas por alguns metros (as fotos foram tiradas com poucos segundos de intervalo): muitos automobilistas, apesar de terem um parque gratuito ali ao lado, ocupam o passeio. Os peões que neste se deslocam têm de se desviar para a faixa de rodagem.
III - A de baixo, pelos três absurdos que documenta, dispensaria legenda. Só que há um aspecto que se vê mal: a impunidade é tão grande, que o dono do jipe que se vê à direita já fez duas rampazinhas em cimento para vencer os 10 cm de desnível entre o passeio e o parque de estacionamento (aliás gratuito) - onde se recusa a deixar o trambolho.
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C. Medina Ribeiro

Mais 4 Presentes

O Pai Natal deixou mais quatro presentes no sapatinho deste blogue, a saber:

- Cristina Castel-Branco

- João Seixas

- José Miguel Júdice

- Mário Alves

pp

domingo, dezembro 24, 2006

Um Natal Feliz

Daqui, de uma cidade onde não nasci, espero que minha colaboração ajude a tornar Lisboa numa cidade melhor.
A todos os colaboradores e leitores do Carmo e da Trindade, um Natal feliz.
A quem, por motivos de perda, doença ou outros problemas pessoais, não tem Natal ou alegria para o celebrar,as minhas saudações especiais.

(fotografia de autor desconhecido)

Isabel Goulão



Isabel Goulão
(Imagem da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados)

sábado, dezembro 23, 2006

Regiões demarcadas

DIZ-SE QUE UMA DAS COISAS que mais diverte os turistas oriundos de países civilizados são as nossas estradas de «Tolerância Zero» - regiões demarcadas onde «é mesmo preciso cumprir a lei!».
Decerto para as compensar, nasceu o caso de Barrancos, região demarcada de sentido contrário: ali, não se aplica a lei geral do país no que toca a corridas-de-morte.
Mas, pelos vistos, ainda faltava uma terceira anedota, as regiões-demarcadas-mas-pouco:
São os 21 locais bem definidos onde, em Lisboa, não se poderá circular com excesso de velocidade; além disso, entre o local em que o condutor praticar a infracção e aquele «onde será MESMO obrigatório cumprir a lei» serão deixadas três centenas de metros...
Um gozo!
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C. Medina Ribeiro

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Boas Festas


A todos os colaboradores, leitores e amigos deste blogue desejo um Feliz Natal e um excelente Ano Novo, de preferência com uma cidade melhor.
Jorge Ferreira

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Lisboa, Lisboa, Lisboa

Câmara com estranhos procedimentos rápidos

Hoje, após a sessão da Câmara de Lisboa, houve três conferências de imprensa – como passou a ser hábito: uma do PSD (hoje apenas com a presença de Amaral Lopes), outra com o PS (Dias Baptista), PCP (Ruben de Carvalho) e BE (Pedro Soares) e, finalmente, uma do CDS-PP (Maria José Nogueira Pinto).

À excepção do PSD, todos os restantes interlocutores dos jornalistas foram unânimes num ponto, entre outros: acham estranha a rapidez com que a CML foi rápida, por uma vez («infelizmente só por esta vez». «Costuma ser até bem lenta» na maior parte das situações similares).

E qual foi essa situação? No acto administrativo de comunicar ao requerente LisMarvila (a tal empresa que terá vendido à Caixa Geral de Depósitos os terrenos onde há-de passar o TGV) dois factos (não se sabe se simultânea se sucessivamente e por que ordem): a chamada «aprovação» do loteamento; e a revogação dessa primeira deliberação.

Toda a oposição estranha

Segundo todos os vereadores da oposição («das oposições»), este é um facto aparentemente inédito e estranho «que convém aclarar».

Outro ponto em que parece que todos estão de acordo é o de dever se feito um inquérito para esclarecimento cabal da matéria que está em cima da mesa de toda a gente na Praça do Município: este processo que levou à dupla deliberação sobre o loteamento em causa. Se o PSD não tomar essa iniciativa, o PCP vai tomá-la e, ao que parece, as oposições vão votar todas da mesma forma (Maria José Nogueira Pinto: «Acho que devia ser a maioria a fazê-lo; de outro modo, votarei a proposta do PCP»).

Quanto às deliberações, mais duas notas. O Governo acha que a primeira deliberação foi «ilegal». O PCP acha que a primeira deliberação é«nula» e de nenhum efeito.

José Carlos Mendes

Natal no Cinema São Jorge

Lê-se no Público de hoje:

«10h30-15h Natal no Cinema São Jorge. Sessões de cinema infantil e juvenil com entrada gratuita, até sábado. Hoje são exibidos os filmes Polar Express (às 10h30, para os mais pequenos) e Harry Potter e a Câmara dos Segredos (às 15h, para o público juvenil).»

Tenho saudades daquela árvore de Natal gigante e das sessões de cinema infantil no São Jorge. Gostava que todas as escolas primárias oficiais de Lisboa fizessem hoje aquilo que a minha fazia há tanto tempo. No Natal e no Carnaval.

Paulo Ferrero

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Lisboa: loteamento de Marvila

A palavra agora pertence à Caixa Geral de Depósitos

Um dia destes tinha-se auto-suspendido um director municipal da Câmara de Lisboa cujo nome viera à baila nos jornais por causa de um loteamento em Marvila no local onde vai passar o TGV e onde vai amarrar a ponte Chelas / Barreiro.
Hoje, quarta, 20, o mesmo dirigente apresentou a sua demissão e o Presidente da Câmara de Lisboa, naturalmente, aceitou-a. Num comunicado deste fim de tarde, Carmona Rodrigues elogia, como é habitual nestas circunstâncias, o seu empenhamento e dedicação em 30 anos de autarquia.
Isso foi hoje, dia em que se soube pelo ‘Público’ (numa magnífica investigação de José António Cerejo, a quem o País devia agradecer mais este empenhamento) que afinal, desde Março deste ano, a dona dos terrenos já não é a Lismavila / Obriverca mas sim a Caixa Geral de Depósitos / Fundimo / Fundolis.
Trata-se dos célebres terrenos da antiga Fábrica Nacional de S Sabões sobre os quais incidia o loteamento aprovado e depois anulado pelo CML. E soube-se que a Caixa os comprou por ter uma expectativa «firme».
Carmona Rodrigues manda anda investigar se havia incompatibilidade no exercício das funções do dirigente ora demitido. Mas há mais para saber.

Resta investigar umas coisas

Souberam-se então hoje mais algumas coisas do que se sabia ontem. E isso, para surpresa geral. Dono dos terrenos. Expectativa da Caixa – soube-se que a havia já em Março e «firme», mas não se soube quem ou o quê lha proporcionou – presume-se que algo ou alguém de dentro da CML. E é preciso averiguar isso, para que não fiquem nebulosas.
Também não se sabe ainda, mas deve ser investigado, se e como a CML esteve envolvida neste imbróglio, ou se foi empurrada: (e por) quem, em que circunstâncias, porquê etc..
Penso que é o mínimo, para que a CML saia de cara lavada de mais este episódio.
Sem suspeições doentias: só em nome da transparência. Aclarar tudo é do interesse geral, e em primeiro lugar é do interesse da própria CML, julgo.

PS e Governo não sabiam? Fizeram má figura

Mais: o Governo, accionista único da CGD, é então dono dos terrenos. E estava a especular com eles mesmo que por interpostos Fundos especiais? Pior: não saberia que era dono dos terrenos? Se sabia – melhor se o ministro da tutela sabia (o das Finanças) – então porque razão deixou os seus colegas Mário Lino e Ana Paula Vitorino fazer aquelas figuras. Ela mesma hoje na Assembleia da República. Mais: por que razão deixaram todos que o PS / Lisboa andasse a fazer a figura de quem não sabia nada disto (e acredito que não soubesse, como acredito que nenhum dos outros membros do Governo soubesse de nada disto, evidentemente)?

José Carlos Mendes

ÚLTIMA HORA

Já está extinto o incêndio que deflagrou hoje na Rua da Vitória, na Baixa de Lisboa. O trânsito automóvel e pedonal já circula normalmente.

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Cartazes, para quê?

Entre-Campos e Avenida da República são apenas dois dos locais onde já há cartazes pelo Sim e pelo Não.

Independentemente do grau de saturação que o delicado tema já deve provocar no público alvo, ninguém me faz acreditar que haja quem vote em A ou B por causa de um cartaz gigante, um panfleto ou um tempo de antena; pelo que não entendo como se continua a encharcar a cidade com estes gigantões inestéticos.

Por isso, faço votos para que o ano de 2007 seja um ano de viragem e que se comece a alterar a legislação que regula as campanhas, a começar pelos locais autorizados, prazos de exposição e custos associados.

Paulo Ferrero

Só nesta terra!

Ontem, na Tv. dos Inglesinhos, uma carrinha estaciona em lugar proibido. Imediatamente soa o apito de um dos polícias que estavam alguns metros mais à frente, zelando por uma obra no pavimento. Faz sinal ao condutor para sair dali, mas este ignora-o, fazendo tenção de abandonar o carro. Segundos depois, nova apitadela, desta vez mais forte e acompanhada de ainda mais forte gesticulação. Condutor obedece. Passo ao pé dos polícias e ouço um dizer ao outro: "isto, só nesta terra".

Olho para detrás deles: os Inglesinhos, centenário colégio e internato, edifício valiosíssimo e de mil e uma "janelas de oportunidade", viraram - num ápice e por obra e graça de alguns, para usufruto de muito poucos - condomínio privado, num bairro sem espaços verdes e com uma fortíssima taxa de habitação por m2, numa cidade que se diz de bairros. Os polícias têm razão: só mesmo nesta terra!

Paulo Ferrero

Feliz Natal!

São os meus Votos pessoais a todos os restantes colunistas e leitores

MP

Um Oásis no Deserto,

Em directo na Sic o Vereador António Proa assiste no Lumiar a uma operação de transplantação de uma tamareira por força da construção do eixo norte-sul.
Disse quanto custou a operação, quanto valia a árvore e por que optou a CML por esta operação.
Assim, Sim Sr.Vereador!
Fosse este zelo e competência aplicado na reconstrução do Campo Pequeno e ainda hoje lá estariam as 40 árvores que entretanto desapareceram.

pp

Prendinha extra:

Apenas hoje o Pai Natal resolveu entregar um presente de que se esquecera ... ainda perdido no meio das festividades da eleição de melhor blogue individual feminino.

Trata-se de Isabel Goulão, do Miss Pearls, que mereceu esse galardão há bem poucos dias!

Somos, portanto, dezanove...

Paulo Ferrero

«Sorria! Está em Espanha»

Este é o slogan do cartaz de promoção do Turismo Espanhol e está patente em todas as estações do Metropolitano de Lisboa.

A mim, dá-me vontade de rir.

Paulo Ferrero

terça-feira, dezembro 19, 2006

Lisboa: mais uma história rocambolesca

No mínimo, rocambolesca…

Desporto em Lisboa, equipamentos desportivos em Lisboa (75, foi dito hoje). LisDesporto, empresa municipal para esta área criada ao tempo da Coligação de Esquerda em Lisboa. Hoje, foi criada outra empresa para a mesma área: a LX Desporto.
Parece confuso – e é.

Empresas municipais para cá, empresas municipais para lá, hoje foi então a vez de a Assembleia Municipal aprovar (melhor: o PSD da AML aprovar) a criação de uma empresa que já existiu, desistiu, foi esconjurada, foi vilipendiada, foi rejeitada, e que depois esteve a hibernar quatro anos... e hoje foi criada outra vez. Ou melhor: foi criada outra empresa municipal para a área do Desporto. E a missão e os trabalhadores afectos?
Parece rocambolesco – e é.
Mas há mais.

Se o arrependimento matasse...

Mais rocambolesco ainda foi o ambiente em que a coisa foi discutida esta tarde.
Houve momentos de verdadeira roupa suja. E até houve «choro sobre leite derramado». O vereador do pelouro do Desporto, Pedro Feist, chegou mesmo a mostrar-se «sinceramente» arrependido por ter votado a extinção da tal LisDesporto há uns anos atrás, ao tempo de Santana Lopes.

Santana Lopes que foi estrela sem estar presente: foi chamado à colação, tendo sido lida uma parte do seu discurso desse dia, de há quatro anos, contra a existência de uma empresa municipal na área do Desporto.
Parece fantasmagórico – e é.

Houve mesmo a afirmação expressa de algo que a mim me pareceu a denúncia de uma situação – aparentemente pública e conhecida – de corrupção ou de locupletamento (enriquecimento sem causa) à custa da coisa pública. E até foi dado um exemplo de forma fria: a CML aluga por x um equipamento à entidade A e essa entidade aluga o equipamento a B por x+y.

Está tudo na acta da AML de hoje, garanto.

José Carlos Mendes

Boa boca...

Uma boca-de-incêndio num lugar de estacionamento - responsável por algumas amolgadelas...
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C. Medina Ribeiro

Finalmente, europeus!

Segundo notícia do Público (19/12/2006), a CML «obteve a classificação de Aa2, a máxima possível para uma autarquia portuguesa, numa avaliação da agência internacional Moody"s Investors Service que mediu a sua capacidade de obter e pagar empréstimos junto da banca»

Os lisboetas, que apenas ficam aquém das classificações Aa1 e Aaa, são agora comparáveis aos florentinos, milaneses ou venezianos, por exemplo. E estão acima de sevilhanos, napolitanos e atenienses.

Talvez por isso haja cada vez menos cafés, lojas e salas de espectáculo e mais balcões de bancos.

Paulo Ferrero

Querido Pai Natal,

Gosto muito do Natal. O Natal é uma época muito feliz. Todos estão muito contentes e recebem muitos presentes. Por isso gosto muito do Natal.
Só não percebo porque é que no Natal a cidade onde eu nasci fica com mais trânsito, mais barulho, mais poluição, mais lixo, mais arrumadores e mais outras coisas más.
O mais pai disse-me que tu não existes e por isso não me vais responder.
E eu disse-lhe:
- Mas a CML também não te responde e tu estás sempre a escrever aos gajos.

É por isso que te escrevo, querido Pai Natal: é que fiquei de castigo porque o meu pai disse que não devo dizer a palavra gajos. Por causa disso, estou com medo de não ter os presentes que te pedi.
Por isso não te esqueças de mim e já agora vê lá se dás um jeito nesta cidade…

A. Policarpo

P.s.: eu só tenho 2 anos, mas também me parece que a cidade está cada vez pior...

Exposição a não perder!


Esta fotografia da Biblioteca Nacional é de Candida Höfer e faz parte da exposição que o CCB leva a efeito até 25 de Fevereiro, «fruto das visitas que aquela fotógrafa alemã realizou entre Outubro de 2005 e Julho de 2006 (...) e integra cerca de 70 fotografias inéditas de grande formato com imagens dos interiores». A ver, antes que o Comendador inicie a sua era...

Paulo Ferrero

P.S. Seguindo sugestão amiga, seria muito interessante ver o trabalho dos mentores de Höfer, Bernd e Hilla Becher.

Foto reportagem

Este é o parque das Portas do Sol. Tem capacidade para 150 lugares e custou mais de 5 milhões de euros. Ninguém sabe quanto custa a sua manutenção por ano.
Hoje, durante a hora de procura máxima de estacionamento, estavam estacionados 15 automóveis dentro do parque. Estavam tantos automóveis neste parque como estacionados ilegalmente na rampa de acesso.
Estavam tantos automóveis neste parque como estacionados em cima do passeio, em 2ª e 3ª fila.
Na Zona assinalada pelo P da CML.
Mesmo que “legalmente” alguém os tenha autorizado.

pp

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Finanças da Câmara de Lisboa


No caminho certo… como se sabe

A notação financeira da Moody’s dada à Câmara de Lisboa é boa e é a mesma desde 2000. Destes seis anos, em três ou quatro deles, o vereador das Finanças Municipais tem sido Fontão de Carvalho (FC). Carmona Rodrigues e o próprio FC acabam de dar uma conferência de imprensa para, felizes e com razão, apresentarem essa notação, a qual, dizem, "prova que o caminho escolhido pelo executivo é o correcto".
Pronto. Então já sabemos: as finanças da CML afinal estão bem, vão bem, vão no caminho certo.

Dívida gigantesca agravou-se este ano, dizem-me

A vida financeira da Câmara de Lisboa vai tão bem como isto:
… Dívida, segundo Miguel Coelho (PS), em comunicado de ontem: 956 milhões de euros. Dívida, segundo o PCP: mais de mil milhões de euros. Dívida, segundo vários jornais há um mês: 1 200 milhões de euros.
Mais: várias fontes garantem que este ano a dívida se agravou a sério.
Mas, diz a Moody's, a CML tem boa notação financeira e, dizem os seus responsáveis máximos, está no caminho certo.
Ou, como diz a minha mãe e o povo lá da minha terra: «O pior cego é aquele que não quer ver».

«Boa» execução orçamental de repente

Mais: em Setembro, confirma FC, a taxa de execução do Orçamento de 2006 era de apenas 30%. Mas em Novembro, tudo estava bem: "Em Novembro, a taxa de execução de compromissos do orçamento de 2006 era de 84 por cento e a de execução financeira de 55 por cento". Dois meses de grande eficácia, portanto. Lido com mais atenção, isto dá que nos primeiros nove meses se executaram 3,2 % do Orçamento em cada mês e que em dois meses, Outubro e Novembro, se executaram 12,5% em cada mês. Ou seja: em Outubro e Novembro trabalhou-se na CML 400% mais do que entre Janeiro e Setembro.
Foi bom. Mas não dá para perceber.

José Carlos Mendes

Civismo

MUITAS VEZES, é a CML que não procede à recolha atempada do lixo dos ecopontos.
Mas muitas outras, como se sabe, são os próprios "cidadãos" que se comportam como aqui se vê.

Rua Frei Amador Arrais, onde TODOS os dias alguém coloca pilhas de lixo em quantidades tais que chegam a obstruir o passeio


Interior de um vidrão na Av. João XXI - onde até há algum vidro...
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C. Medina Ribeiro

Prenda de Natal antecipada

A partir de hoje, e apenas com um mês de idade, O Carmo e a Trindade atinge a maioridade e os 18 colunistas. O Pai Natal foi sensível ao nosso pedido e presenteou-nos com Joana Amaral Dias, José Luís Saldanha Sanches, José Manuel Fernandes, Luís Coimbra e Paula Teixeira da Cruz, a quem damos as boas-vindas, e convidamos a botar discurso.

Votos renovados de Feliz Natal e de boas entradas a todos!

Paulo Ferrero

O Natal e a Baixa

Em matéria de "Baixa-Chiado" estamos como naquele filme de Woody Allen: everybody says I love you.

Paulo Ferrero

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Baixa-Chiado: Governo apoia mas pouco e mesmo assim…

Apoio ou entalanço?

Por uma vez, e porque fiquei encantado com a clareza de vistas, vou arriscar e cometer uma inconfidência.
Como sabe, hoje o ministro do Ambiente veio dizer que o Governo vai com a CML requalificar a zona ribeirinha e o Terreiro do Paço. Pode ler aqui.

Passaram umas horas e duas conferências de imprensa: uma do ministro e outra da CML (Carmona Rodrigues e Maria José Nogueira Pinto… Sim, os dois).

Uma jornalista que esteve nas duas conferências de imprensa, a do ministro e a de Maria José Nogueira Pinto e Carmona Rodrigues acaba de ter comigo uma interessante conversa sobre este assunto.

Ela está abismada com aquilo a que eu chamarei «a lata do Governo» e que ela definiu em síntese, depois de muitos pormenores, desta forma lapidar:

- Então mas o Governo assim está-se a pôr de fora disto! Só avança com coisas que são mesmo do Governo.

(Parabéns a ela! Maior clarividência era difícil, de facto.)

A Câmara vai ter de pagar também a zona ribeirinha e o Terreiro do Paço?

E eu para ela:
- O que mais me preocupa ainda é a história da sociedade com 60% de capital do Governo e 40% da CML. É que, assim, ainda acaba a CML a pagar 40% das despesas que são só do Governo: a frente ribeirinha e o Terreiro do Paço... Era como se eu te pedisse a ti para pagares 40% das obras na minha casa.
Ela:
- Mas e o resto? A MJNP diz a tudo o que aqui falta, quando a gente lhe pergunta, que »Isso é para os privados», «Isso, no estudo, é só sugestão»... Não se entende isto.
Eu:
- O Governo enlatou isto tudo. Parece que apoia mas entala.
Ela, com a edição à porta:
- Adeus. Vou ter que ir trabalhar...

José Carlos Mendes

Sondagem

Encontra-se, na coluna da direita, uma sondagem para apurarmos o conhecimento que os leitores, especialmente os lisboetas, têm da cidade ao nível autárquico.

A questão colocada na sondagem é:

Quantas Freguesias tem Lisboa?

No final do mês publicaremos os resultados.

MP

Bem podem limpar as mãos à ... relva

«Executar um trabalho de elevada qualidade e rigor; responder a qualquer solicitação do cliente com eficácia e ética profissional; satisfazer permanentemente o cliente» e «capital humano composto por Engenheiros, Arquitectos, Técnicos e Jardineiros que formam uma equipa dinâmica, profissional e qualificada».

Este é o cartão de visita da Plantagri empresa de espaços verdes, com sede na Avenida João XXI.

Não sei o que o "cliente" Junta de Alvalade achará do serviço prestado, mas aquilo que aqueles "Jardineiros" e "Engenheiros" têm vindo a fazer nos canteiros relvados do passeio da Av.E.U.A., no quarteirão do Cinema Quarteto, para instalação de um sistema de rega, é do mais puro amadorismo:

Lajes arrancadas, partidas e mal recolocadas. Canteiros esventrados com terra por todo o lado. Ontem, o caricato aconteceu (suspeito que por obra e graça dos mesmos "técnicos"): rebentou uma conduta em vários pontos, a água jorrou até Entrecampos, e, para cúmulo, um parquímetro da EMEL caiu para dentro de um buraco imenso, cheio de água e lama, mesmo em frente ao cinema. Um mimo.

Paulo Ferrero

Loteamento da Obriverca em Marvila

Afinal havia outra…

Afinal havia outra… carta da CCDR para a CML – carta que impedia mesmo a Câmara de deliberar o que deliberou a 22 de Novembro. Na sequência disso, nada mais havia a fazer do que anular de facto e de direito o referido acto – que já era nulo e sem efeito, o que seria facilmente declarado pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa. Deste modo, a deliberação não chegou a existir e também não chegou pois a constituir-se qualquer direito a indemnização decorrente do direito de construção no local.
O erário público fica mais defendido assim.

Com os pés

A CCDR tratou esta matéria com os pés.
O Governo, apesar do desleixo com que tratou do assunto, acaba de ser salvo pelo gong. À CML, saiu-lhe a sorte grande: parou aqui o que podia vir a ser mais um grande (desta vez enorme) escândalo: talvez a maior bronca destes 12 meses e 16 dias de mandato... dado o volume da indemnização que poderia ter de ser paga a Eduardo Rodrigues, o empresário em causa. Há quem tenha feito contas e aponte para algo perto dos 500 milhões de euros, o que seria de facto aquele escândalo: o escândalo do século.
Vá lá que a coisa acabaria por resolver-se.
Mas os erros não foram apagados: o da Câmara e o do Governo.
É que tanta negligência junta até pareceu propositada.
Mas desta vez safaram-se da enrascada em que se meteram…

José Carlos Mendes

quinta-feira, dezembro 14, 2006

À atenção do Sr. Pedro Feist:

http://www.youtube.com/watch?v=u1oWfx8xkyM.

Como é isto possível no Séc. XXI?

Paulo Ferrero

Lisboa: dois apontamentos

Não há mesmo almoços grátis…

Anda aí na net desde hoje uma inconfidência interessante. Diz assim, a dado passo: «Esta versão “do pedido” de Marques Mendes (relativo à retirada do nome de Pedro Portugal Gaspar da proposta de administração para a SRU da Baixa-Chiado) já tinha, aliás, sido transmitida pelo Presidente da Câmara num almoço que ofereceu a 7 deputados municipais do PSD, entre os quais eu próprio, na residência oficial da autarquia em Monsanto a 6 de Novembro». «Eu» é Rodrigo Mello Gonçalves. Tudo isto, ainda a propósito da alegada justificação para o fim da «coligação» PSD-CDS-PP na CML.
... As coisas que a gente descobre quando se zangam os compadres…

Prós e Contras com polícia dentro?

Ainda o Prós e Contras de segunda-feira, sobre Lisboa. Estive lá mas não dei por nada. Mas acredito. Contam-me que Santana Lopes terá telefonado durante o programa a exigir entrar em directo... mas a Direcção de Informação recusou e bem. E que houve uma ameaça de bomba e a Brigada de Minas e Armadilhas à civil andou na sala no intervalo à procura de qualquer coisa suspeita.

José Carlos Mendes

Efemérides (16)

14 de Dezembro de 1918: Sidónio Pais, presidente da Ditadura, é assassinado, em Lisboa, junto à estação do Rossio. Canto e Castro assume Presidência interinamente.
Jorge Ferreira

Efemérides (15)

14 de Dezembro de 1745: um incêndio destrói os Paços da Ribeira, em Lisboa.

Jorge Ferreira

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Antigo Cinema Europa vai acolher Biblioteca Municipal de Campo Ourique

O Jorge Ferreira, no Recorte de Imprensa anterior, dá conta da notícia da intenção do Vereador da Cultura da CML, Amaral Lopes, em criar uma nova Biblioteca municipal no antigo Cinema Europa em Campo de Ourique.

Trata-se de uma iniciativa meritória.
Não só pela necessidade que esta zona da cidade tem numa tal disponibilização bibliotecária, como na recuperação e colocação à utilização dos munícipes aquele espaço cultural que estava votado ao abandono. Constituia um local de lixeira pública e de todo o tipo de actividades ...

A Associação SOS Cinema Europa, tem efectuado um excelente trabalho para alertar para o estado das coisas, e não tem esmurecido nesse seu intento. Parabéns pelo esforço!

Gostava, contudo, de fazer um reparo relativamente ao facto de, a páginas tantas no artigo, ser referida a Freguesia de Campo de Ourique (devia ser entre parêntesis!) - não existe nenhuma Freguesia de Campo de Ourique.

Campo de Ourique é um termo genérico para designar um Bairro.
Um conjunto habitacional e comercial que existe à volta de um termo.

Campo de Ourique inicia-se na Freguesia de Santa Isabel.
A Rua de Campo de Ourique tem o seu início na Freguesia de Santa Isabel.
O mesmo sucede com o Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique - fazem parte da Freguesia de Santa Isabel.
Quando Alfredo Marceneiro se referia a Campo de Ourique, estava a significar a Freguesia de Santa Isabel, onde nasceu.

Já o designado núcleo duro, ou seja, o grosso de termo lato - Campo de Ourique, encontra-se inserido na Freguesia de Santo Condestável, Freguesia na qual, está sediado o Cinema Europa.

É estranho, e talvez uma excelente questão a ser analisada sociologicamente, as pessoas, os Fregueses, os munícipes, muitas das vezes não sabem em que Freguesia residem ou estão sediados, excepção apenas para quando têm necessidade de um Atestado, de um qualquer outro documento passível de ser emitido ou elaborado pela Junta de Freguesia, ou ainda quando vão votar!!

Seria bom um maior exercício da cidadania, e da informação.

MP

Revista De Imprensa (37)

A Câmara de Lisboa vai criar cinco novas bibliotecas municipais em 2007 e 2008, entre as quais a Biblioteca Municipal de Campo de Ourique no antigo Cinema Europa, anunciou hoje o vereador da Cultura, Amaral Lopes. O vereador social-democrata com o pelouro da Cultura na Câmara de Lisboa, Amaral Lopes, afirmou que a nova biblioteca de Campo de Ourique, deverá ser instalada em parte do edifício do antigo Cinema Europa em 2008. "À uma resposta senão a todas a quase todas as reivindicações do SOS Cinema Europa", disse escusando-se a avançar com mais pormenores por querer dar o projecto a conhecer em primeiro lugar àquele movimento cívico e à Junta de Freguesia de Campo de Ourique. O edifício do Cinema está encerrado há vários anos, existindo um projecto para a construção no local de um prédio habitacional.
Fonte: Lusa
Jorge Ferreira

O Galeto

Todos os lisboetas que se prezem têm de ter memórias do Galeto. Quem não foi ao menos uma vez na vida ao Galeto não é filho de boa gente. Agora o que eu não percebo é certas posições de princípio contra a actuação da ASAE. São conhecidos os relatos de viagem de antanho em que Lisboa era classificada como uma terra de imundície. Hoje há por aí pessoal que pelos vistos continua a gostar da chafurdice. Comer em sítios limpos será politicamente incorrecto? Oh senhores, limpem mas é lá o tasco como deve ser porque eu também quero lá voltar.

(publicado no Tomar Partido)


Jorge Ferreira

Dedicatória

As cinco memórias abaixo reproduzidas são dedicadas ao amigo Mendo Ramires. Todos os lisboetas têm saudades do Cais das Colunas, que está desmontado devido às obras do Metropolitano no Terreiro do Paço e que o Presidente da Camara Municipal de Lisboa ainda na segunda-feira passada revelou não saber bem onde se encontra armazenado. Acha que é num armazém do Metropolitano. Mas não tem a certeza. Certeza só a da saudade.
Jorge Ferreira

Memórias (5)


Mais um pescador. Bons tempos. Esta é do Ciberpalheiro.

Memórias (4)


Memórias (3)


O Cais das Colunas ao entardecer, fotografia de, Fernando Martinez Pozal (1899-1971), no Arquivo Municipal.

Memórias (2)


Terreiro do Paço, vendo-se o cais das Colunas ao fundo, no início do século XX. Fotografia de autor desconhecido no Arquivo Municipal.

Memórias (1)


O Cais das Colunas. Fotografia de, Helena Corrêa de Barros (1910-2000), no Arquivo Municipal. Pescador no Cais das Colunas.

L.A. Confidential

No queríamos un concurso arquitectónico totalmente abierto en el que se pierde muchísimo tiempo. Participaríamos solo si se presentaban três arquitectos a un concurso que no debía durar más de três semanas.
Indiqué que la combinacion ideal podia ser Frank O. Gehry, Arata Isozaki y Coop Himmelblau. Cada uno de ellos recibiría 10.000 dólares.

Thomas Krens – Solomon R. Guggenheim Foundation Director


Em Bilbao Frank O. Gehry recebeu 10.000 dólares e uma viagem para levar um projecto a um concurso que acabou por ganhar.
Em Lisboa, o mesmo arquitecto, recebeu 2,5 Milhões de euros, por ajuste directo, para fazer um projecto que não vai sair da gaveta, pois previa a destruição de um edifício classificado, que a C.M.L. diz querer manter.

Uma pergunta para o Tribunal de Contas e outra para C.M.L.:

Até quando (e quanto) teremos de pagar esta “novela”?

Presidente, Vice-presidente e Vereadora do Urbanismo da CML, gastaram mais ou menos de 10.000 dólares na “visita oficial” ao Arq. Frank O. Gehry a L.A. em Agosto deste ano?

PP

terça-feira, dezembro 12, 2006

Lisboa em baixa na RTP 1


O «Prós e Contras» de ontem na blogosfera

1.
O «Prós e Contras» de ontem contou com Pedro Policarpo, escriba deste blog, juntamente connosco. Mas esteve lá como elemento do Fórum Cidadania Lx.

2.
A audiência média deste programa foi muito baixa. Média: 400 mil espectadores. Como arranca com cerca de 1,2 milhões, veja lá a que nível terá chegado à uma e meia da manhã.

3.
Mas a blogosfera é que não dorme.

4.
Leia estas asserções, uma a uma, e veja se não lhe cresce a água na boca para saber de onde as tirei e o mais que por lá se escreveu. Pois bem. Tudo isto se encontra na blogosfera destas últimas 12 horas. Vou transferir para si uns quantos aperitivos. E deixo-lhe aí o link… Pode ler algumas peças chatas mas também algumas com ventiva e imaginação. Mas sobretudo: eis a blogosfera no seu melhor: o programa acabou às duas da manhã. Uns minutos depois, quando cheguei a casa, já havia alertas no meu google… A malta não dorme em serviço…

5.
Há muitas mais, mas aí lhe ficam então algumas transcrições sintéticas. Mas não tire conclusões precipitadas. Por exemplo: num blog leio: «F. não merece o lugar que ocupa». Um doce aquém adivinhar a quem é que o ou a blogger se está a referir…

6.
Eis algumas citações:

«Infantil
Claque de Carmona tem de ensaiar melhor
Rir para não chorar
Boquiaberto
Anedotas
À distância parece bem
Convidados-encomendas
Jogo do empurra
Lições do menino Tonecas
Fraca prestação
Audiência baixa
Deitado aos bichos
Muito aborrecidos
Não merece o lugar que ocupa
Feia
Donde nunca devia ter saído
Estava uma pessoa a mais
Irritante»


José Carlos Mendes

Lisboa Feliz

Os lisboetas estão finalmente felizes. Voltou a revista à portuguesa. Não no Parque Mayer, que continua embatucado, mas no Prós & Contras. Serviço público é mesmo assim: ajuda os actores, ajuda o teatro e entretém audiências.
Jorge Ferreira

segunda-feira, dezembro 11, 2006

E PASSOU....

Tal como se esperava o Orçamento foi aprovado, com a abstenção da vereadora Maria José Nogueira Pinto, que fez multiplas exigências nos dias anteriores e acabou por se contentar com muito pouco. Como é habitual, para justificar o injustificável, falou em responsabilidade e na necessidade de não dar um alibi a Carmona Rodrigues, que segundo a própria tinha apresentado um orçamento para 2007 «ininteligível, inquietante, imobilista e incoerente».

E absteve-se!


João Carvalho Fernandes

Ainda sobre a proibição de fumar

O mapa da Europa "libertada", com a devida vénia ao excelente Um Blog sobre Kleist:


Paulo Ferrero

Aprovação da legislação sobre o consumo de tabaco, é preciso!

Em Lisboa, e pedindo desculpas aos colunistas fumadores, proponho uns quantos sítios onde deveria ser proibido fumar, já:

Bar do Roma/Fórum Lisboa/Assembleia Municipal. Pastelarias Versailles, Mexicana e Benard'. Frutalmeidas. Biovitaminas, Cafés Luanda, Magnólia/Londres, Brasileira, Nicola e FNAC/Chiado.

Paulo Ferrero

domingo, dezembro 10, 2006

Orçamento da Câmara de Lisboa vai a votos esta segunda-feira de manhã




Esta palavra «responsável»


A propósito da votação de amanhã na CML do Orçamento e das Grandes Opções do Plano para 2007, Carmona Rodrigues mostrou-se mais político do que alguns esperavam: veio apelar publicamente a que cada vereador (quase disse: «no silêncio da sua consciência») faça a sua reflexão e vote em consciência a pensar que a sua votação deve ser responsável pois dela dependem muitos apoios da CML a muitas associações que beneficiam muitos milhares de lisboetas.
Claro que não o disse por estas exactas palavrinhas. Mas foi este o caminho. E surpreendeu-me pela táctica perfeitíssima tendente a obter um único objectivo: que Maria José Nogueira Pinto seja muito conscienciosa e vote de modo a deixar passar o Orçamento (abstendo-se) ou mesmo de modo a aprová-lo.
Vejo nestas palavras de Carmona uma espécie de apelo emocional e quase religioso...
E acho isso interessante por duas razões.
Primeiro: o apelo à reflexão intimista é muito bem arrancado, de um ponto de vista meramente operativo: dá sempre resultado colocar as pessoas perante si mesmas.
Segundo: dá sempre resultado a colocação do alvo nos muitos lisboetas que beneficiam dos dinheiros municipais, sobretudo as crianças, idosos e deficientes.

Quanto à votação da esquerda, ela parece estar fixa neste momento: haverá nove votos contra, parece. E isso exactamente por razões de responsabilidade.
E digo parece porque há fórmulas variáveis a vaguear por aí.

Mas tudo indica que o Orçamento passa.

No entanto, peço a melhor atenção para o seguinte: uma autarquia deve estar preparada para viver por duodécimos: a situação está perfeitamente prevista na lei. E daí não vem mal ao mundo, em caso de necessidade.

Até porque, chamam-me a atenção para o seguinte: o Orçamento de 2006, que serviria de base aos duodécimos, com os seus 850 milhões de euros, é bem mais avantajado do que a proposta que está em cima da mesa (670 milhões)…

José Carlos Mendes

Efemérides (14)

11 de Dezembro de 1896: morre, em Lisboa, o poeta António Xavier Rodrigues Cordeiro.

Agenda (4)

Amanhã o Prós & Contras na RTP 1 é sobre Lisboa. Mas, para variar, os convites estão a dar polémica.

Revista De Imprensa (36)

Carmona Rodrigues manifestou-se hoje «optimista» e «confiante» na aprovação do orçamento para 2007 da Câmara Municipal de Lisboa, afastando a possibilidade de se demitir se o orçamento for inviabilizado. «Acho que todos os vereadores são responsáveis. Acredito na bondade das propostas apresentadas e confiante que na sequência da discussão dessas propostas o orçamento possa ser aprovado», disse o presidente da Câmara de Lisboa à margem do encontro dos autarcas sociais-democratas sobre o Poder Local. Carmona Rodrigues considerou ser determinante a participação responsável de toda a vereação da edilidade lisboeta, acrescentando que «está em causa um projecto que atinge milhares e milhares de pessoas». Questionado sobre uma eventual demissão no caso do orçamento ser inviabilizado, o presidente da Câmara de Lisboa disse apenas: «de todo. Temos um compromisso muito firme com o eleitorado e ainda temos muito para fazer». A viabilização do orçamento para 2007 da Câmara de Lisboa, segunda-feira, depende do voto da vereadora do CDS-PP, com quem o PSD rompeu em Novembro a coligação pós-eleitoral que garantia a maioria absoluta aos dois partidos. A aprovação do orçamento proposto pelo executivo PSD, liderado por Carmona Rodrigues, está dependente do voto favorável da vereadora democrata-cristã Maria José Nogueira Pinto, depois de a oposição de esquerda já ter anunciado que rejeitará o documento.
Fonte: Lusa
Jorge Ferreira

Revista De Imprensa (35)

O PS vai propor terça-feira à Assembleia Municipal de Lisboa que a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa passe apenas a intervir onde o mercado não está e recupere o programa EPUL Jovem e promova habitação sénior. «O PS entende que a EPUL pode ainda vir a desenvolver um papel importante para a cidade, se for encarada como um instrumento de apoio à implementação das políticas municipais para o desenvolvimento harmonioso da cidade, intervindo essencialmente onde o mercado não intervém», refere o líder da bancada municipal socialista numa moção que irá apresentar na Assembleia Municipal de Lisboa (AML). O Grupo Municipal do Partido Socialista defende na moção que a empresa deverá recuperar o programa «EPUL Jovem» e promover o programa «EPUL Sénior» com habitação acessível ou com esquemas de apoio, como residências assistidas. Propõe também que a empresa invista na «renovação urbana», com a possibilidade, a exemplo do que acontece em Barcelona, de promover contratos programa envolvendo privados e a Câmara de Lisboa, e comece a investir no mercado da reabilitação urbana.
Fonte: Diário Digital
Jorge Ferreira

Revista De Imprensa (34)

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai votar, segunda-feira, o orçamento para 2007, de 670 milhões de euros (menos 180 milhões, cerca de um quinto de redução face a 2006), para uma execução de «rigor e contenção», segundo Carmona Rodrigues. Mostrando disponibilidade para governar a cidade em regime de duodécimos, Carmona Rodrigues recorda que era essa a situação quando chegou à Câmara em 2005, depois de a esquerda ter inviabilizado o documento na Assembleia Municipal. E assegurou que permanecerá em funções, mesmo na eventualidade de chumbo do Orçamento.
Fonte: Diário Digital
Jorge Ferreira

O Ovo-de-Colombo

HÁ ALGUM TEMPO, apresentaram-me a um senhor que se propunha abrir um café-restaurante numa zona de Lisboa onde já havia muitos outros. Logicamente, perguntei-lhe como é que tencionava competir com quem já tinha a sua clientela estabelecida mas ele, talvez por não me conhecer de lado nenhum, limitou-se a sorrir e mudou de assunto.
Tempos depois, num longo passeio sem rumo certo, calhou passar à sua porta. Entrei, almocei, e já me vinha embora (agradado com a refeição, o preço e o ambiente) quando ele, reconhecendo-me, me veio cumprimentar.
Acompanhou-me até à saída e, quando o felicitei pelo evidente sucesso (que se podia aquilatar pela casa cheia), explicou-me, então, o seu segredo:
- Não é mais do que o velho ovo-de-Colombo. Limitei-me a observar a concorrência e evitar o que ela tem de mau. Ao contrário do que possa parecer, tem sido a coisa mais fácil do mundo.
E foi assim que, em relação aos cafés, pastelarias, snack-bars, leitarias e restaurantes da vizinhança fiquei a saber: que uns raramente disponibilizavam, simultaneamente, toalhetes, sabão e papel-higiénico; outros recorriam a empregados maldispostos; outros, ainda, tinham cozinheiros muito lentos e pouca variedade de comidas... e por aí fora, numa enumeração exaustiva onde não faltavam, é claro, os que eram careiros, os que punham a televisão aos berros, os que só de longe em longe varriam o chão, os que poupavam no mata-moscas... e, evidentemente, os que acumulavam várias dessas «qualidades».
Em face disso, perguntei-lhe como é que explicava que, sendo esses erros tão evidentes e fáceis de evitar, os que os praticavam persistissem neles. E foi então que ele, sorrindo, me atirou - à laia de despedida:
- Meu caro amigo, embora todos os dias eu lhes roube clientes, eles continuam a proceder exactamente como quando eu para cá vim. Sabe? É que a última coisa a morrer não é a esperança, mas sim a mentalidade...
.
C. Medina Ribeiro

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Lisboa: elogios suspeitos a Carmona

Marques Mendes elogia. Só agora? Não será tarde?

«Marques Mendes elogia trabalho de Carmona Rodrigues», diz o ‘Diário Digital'. Agora? Agora é tarde.
Durante meses, nem uma palavra. Eu próprio aqui o referi e registei: o silêncio foi ensurdecedor. De Marques Mendes e de Paula Teixeira da Cruz, diga-se, em abono da verdade. Nem uma palavra, enquanto Carmona atravessou o deserto sozinho.

Depois de muito, lá apareceram os três num acto oficial no Alto do Lumiar… mas sempre muito parcos em palavras. Quer dizer: palavras que mostrassem apoio a Carmona Rodrigues. Porque, palavras em proveito próprio não têm faltado. Sobretudo da parte de Paula Teixeira da Cruz depois da ruptura da coligação pós-eleitoral que Carmona mantinha com Maria José Nogueira Pinto. Marques Mendes, esse, tem sido de uma frieza que até gela a alma.

Agora é que dá elogios? Agora é tarde.
Repare-se que está formada uma bola de neve do diabo: todo o gato-sapato comentador já se dá ao luxo de começar qualquer análise pela frase: «Aquilo anda numa bagunça». «Aquilo» é a Câmara de Lisboa.
E mais: «O presidente da Câmara Municipal de Lisboa não precisa de ter hoje a minha solidariedade porque tem-na tido desde o início e continuará a ter no futuro»
Ora é sabido que quando alguém diz uma frase destas é exactamente porque tem falhado na solidariedade. Se não, por que raio é que MM ia dizer isto? É que os Menezes e os Santanas não o têm poupado – e nem será elos lindos olhos de Carmona: é mesmo para atacarem o arqui-inimigo instalado na São Caetano…

E Carmona no meio.

José Carlos Mendes

A Cada Qual O Seu Terrorismo

"Nalgumas cidades europeias, as autoridades preocupam-se com os imprevisíveis ataques terroristas, já os lisboetas, cercados por autênticos “castelos de cartas” em betão, rogam secretamente à clemência dos elementos para que não despertem um dia para uma verdadeira tragédia."


João Távora, no Corta-Fitas.


Jorge Ferreira

Artistas portugueses


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C. Medina Ribeiro

Efemérides (13)

Em 08 de Dezembro de 1972, é inaugurada a igreja de S. Jorge de Arroios.

Jorge Ferreira

Efemérides (12)

Em 08 de Dezembro de 1792, começa a construção do Teatro de S.Carlos, em Lisboa.

Jorge Ferreira

Efemérides (11)

Em 08 de Dezembro de 1720, D. João V funda a Academia Real de História.

Jorge Ferreira

Lisboa objecto de fraude em notícia sobre sondagem


Uma notícia (sobre uma sondagem) que é simplesmente uma burrice chapada

Será que a notícia está mal redigida? Ou a SIC me enganou no seu site ou isto é uma burrice de todo o tamanho. E tão burro é quem a escreveu como quem a engoliu e autorizou que fosse para o ar, lá na redacção da SIC (espero que a RR e o ‘Expresso’ de amanhã não sejam tão boçais.
Vou dizer assim, para ser educado: quem é que encomendou este sermão a este senhor Rui Oliveira Costa? Quem? Não estou a falar da SIC e da RR e do ‘Expresso’, que pagaram a massa para realizar a sondagem. Estou a pensar é a quem pode convir uma conclusão falsa destas a partir de números que descaradamente até são ali expostos… E não há quem desmonte a coisa? E os editores não vêem a fraude?

A maioria? 60%? Mas se está mesmo ali que são 18%... os tipos não sabem ler o que eles mesmos escrevem?

Vamos por partes e organizar o raciocínio a partir dos números. Que constam da sondagem ela mesma. É assim:
Foram inquiridas um pouco mais de mil pessoas.
A questão respeita a Lisboa. Quem foi auscultado? Só 26% são lisboetas. Os restantes estão espalhados pelo país (Norte - 20,4%; A.M. do Porto - 14,4%; Centro - 29,2%; A.M. de Lisboa - 26,2%; Sul - 9,8%).
Agora o pior: desses mil, quantos querem o quê? 1º- 29% querem uma nova coligação que garanta nova maioria absoluta; 2º - 27% acham que deve manter-se a governação da Cidade em maioria relativa; 24% querem mas é eleições antecipadas. Mas a SIC (seguindo a Eurosondagem?) conclui a seguir algo verdadeiramente estranho.
Vamos por partes: o elemento seguinte das conclusões da sondagem vai no sentido seguinte: dos que acham que deve haver nova maioria (que são 29%), 60% entende que essa maioria deve ser obtida por acordo PSD-PS. Ora 60% de 29% serão mais ou menos 18%. Titula a SIC: «A maioria dos portugueses quer acordo PSD-PS», mais ou menos isto. Uma calinada de todo o tamanho. «A maioria dos portugueses» teria de ser algo para lá dos 50% nos números da sondagem. Mas não é: é 18% dos tais 1000 que são o universo da sondagem, sendo que desses mil só 260 (26%) são da Área Metropolitana de Lisboa – e talvez só uns 100 ou 150 sejam da Cidade de Lisboa, o que daria para os tais 18%, um total de 18 ou, na melhor das hipóteses, 27 pessoas que realmente se devem ter pronunciado a favor dessa barbaridade que o próprio PS, e bem, já rejeitou liminarmente – mas nem é a questão política que agora me está a enjoar: é a fraude em cima de números que aí ficam à vista – e portanto estão a chamar-me burro e eu a ver, e não têm respeito por mim, nem têm vergonha na cara. Ou então nem dão por ela – e então só tenho mesmo a dizer uma coisa: são burros que nem portas…
Mas por que raio será que os jornalistas que escrevem estas bacoradas não dão atenção (só um bocadinho) ao que fazem? Se um motorista profissional conduzisse assim, não estaria já despedido?
Que chatice de país que tais coisas tem de aturar!

José Carlos Mendes


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